1 Introdução ao Mindfulness
Formador(es)
Lynne van BylsenHorário
04 de Maio de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 18h
05 de Maio de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 18h
14 horas
Resumo
O Mindfulness é definido como “prestar atenção com propósito, momento a momento, sem qualquer julgamento” (Jon Kabat-Zin, Full Catastrophe Living). Isto implica desenvolver uma capacidade de, deliberadamente, prestar atenção às nossas experiências e aprender a conseguir sintonizar com o que se está a passar na nossa mente e no nosso corpo, em cada momento, sem julgar estas experiências.
Aprendermos a tornar-nos mais conscientes dos nossos pensamentos, sentimentos e sensações, suspendendo o julgamento ou a auto-crítica terá resultados positivos, nomeadamente um aumento dos recursos internos que poderão ajudar a tomar melhores decisões acerca da saúde e da vida em geral.
É tão fácil deixarmo-nos levar pela tempestade dos nossos pensamentos e sentimentos, preocupação, pressões e responsabilidades… A nossa exigência de que “as coisas deviam ser diferentes” do que são no momento presente é outra fonte de mal-estar. Tanto mais quando somos confrontados com dor, problemas e doenças que nos impedem de encontrar soluções que melhorem a situação. O Mindfulness pode ajudar-nos a trabalhar directamente com a luta que muitas vezes travamos na nossa relação com as nossas experiências de vida e, ao fazê-lo, aporta um contributo importante para melhorar a nossa qualidade de vida.
Os benefícios da prática regular do mindfulness incluem:
— aumento da capacidade para relaxar
— maior energia e entusiamo na vida
— aumento da auto-confiança
— aumento da capacidade para lidar mais eficazmente com situações de stress a curto e a longo-prazo
Este workshop focar-se-á na aprendizagem de competências práticas de Mindfulness tanto para aplicar na prática clínica como para aplicar na vida pessoal.
Objectivos
1. Compreender o contexto teórico do Mindfulness e como este pode complementar a prática da Terapia Cognitivo-Comportamental;
2. Compreender a importância do Mindfulness no tratamento e prevenção de recaída de problemas psicológicos específicos;
3. Aplicar a prática do Mindfulness na vida pessoal.
Conteúdos
1. Como minimizar o efeito de padrões de pensamento perturbadores;
2. Passar do Modo Fazer para o Modo Ser;
3. Relacionar-se Com as experiências e não Reagir às experiências;
4. Aceitar novas experiências;
5. Aprender competências de auto-compaixão, tolerância e generosidade para como Eu.
Os participantes terão oportunidade de experienciar vários tipos de meditação e outros aspetos práticos do curso.
Metodologia
Metodologia expositiva, demonstrações e exercícios práticos
NOTA:
Trazer roupa confortável, uma pequena almofada para a cabeça, um almofadão para se sentar, um colchão (tipo campismo) e um cobertor.
Destinatários
Psicólogos, Psiquiatras, Estudantes das áreas da Saúde Mental.
Preço
100 Euros (Profissionais)
80 Euros (Estudantes)
2 Intervenção em adolescentes e jovens com Problemas de Comportamento
Formador(es)
Daniel Rijo (Psicólogo, Docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da UC, Doutorado em Psicologia Clínica)Horário
18 de Novembro de 2011 - 16h30m – 19h30m
19 de Novembro de 2011 - 9h30m – 13h e 14h30m – 17h
9 horas
Resumo
Os problemas de comportamento surgem habitualmente associados às primeiras fases do desenvolvimento mas podem prolongar-se e até agravar-se na juventude, transformando-se numa patologia estruturada e resistente à mudança. Nos casos mais graves, um distúrbio de conduta pode evoluir para uma perturbação de personalidade anti-social.
Este workshop pretende formar técnicos e psicólogos cujo trabalho esteja associado à prevenção do comportamento desviante ou à intervenção com indivíduos que apresentem problemas de comportamento. Será apresentado um programa de intervenção estruturado – GPS - Gerar Percursos Sociais. O GPS desenvolve-se ao longo de 40 sessões temáticas e estruturadas, agrupadas em cinco módulos distintos: (1) comunicação, (2) relacionamento interpessoal, (3) erros de pensamento, (4) significado das emoções e (5) armadilhas do passado. Possuindo um formato predefinido e sequencial, pode ser adaptado a diferentes contextos de prevenção e de intervenção, realizando apenas parte dos módulos ou sessões. Encontra-se manualizado e, para além do guia do animador, possui também um CD multimédia com os vários materiais audiovisuais necessários para a realização do programa.
Objectivos
1. Compreender a natureza e os factores de manutenção do comportamento anti-social;
2. Habilitar para a realização do programa “GPS” em contextos de prevenção e de reabilitação de indivíduos com comportamento anti-social.
Conteúdos
1. Apresentação de um modelo conceptual da génese e manutenção do comportamento anti-social que integra variáveis cognitivas, emocionais, relacionais e comportamentais, baseado na Terapia Focada nos Esquemas;
2. Apresentação e rôle-play de sessões do programa de intervenção estruturado – GPS -Gerar Percursos Sociais, que pode ser utilizado quer na prevenção do comportamento anti-social, quer na reabilitação de adolescentes e jovens com problemas de comportamento.
Metodologia
Método expositivo, trabalhos de grupo de simulação de sessões do GPS, discussões e plenários grupais.
Destinatários
Psicólogos, Pedopsiquiatras, Técnicos de Reinserção Social, Pedagogos, Estudantes de Medicina, Psicologia e Serviço Social.
Preço
80 Euros (Profissionais)
65 Euros (Estudantes)
3 Introdução à Terapia Sexual
Formador(es)
Pedro Nobre (Professor Auxiliar da Universidade de Aveiro; Ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia)Horário
25 de Novembro de 2011 - 9h30m – 13h e 14h – 18h
26 de Novembro de 2011 - 10h30m – 13h e 14h – 18h
14 horas
Resumo
O workshop visa promover o conhecimento na área da sexualidade disfuncional e desenvolver competências de avaliação, diagnóstico e intervenção nas diversas perturbações sexuais. Trata-se de uma área de conhecimento e intervenção de relevância central para a saúde biopsicossocial, tendo em conta, não só a prevalência de dificuldades sexuais na população (estudos epidemiológicos indicam valores significativos), como sobretudo as suas consequências para o bem-estar psicológico daqueles que delas sofrem.
Objectivos
1. Identificar e caracterizar as diversas perturbações sexuais de acordo com os principais sistemas de classificação e diagnóstico (DSM-IV-TR, ICD-10, International consensus for female sexual dysfunctions) e atribuir diagnóstico clínico multiaxial de acordo com os critérios da DSM-IV-TR;
2. Conhecer os principais dados relativos à epidemiologia, comorbilidade e preditores sociodemográficos das perturbações sexuais;
3. Identificar os objectivos, o processo e os diversos métodos de avaliação das perturbações sexuais;
4. Conhecer os principais factores etiológicos e modelos de conceptualização bio-psico-social das perturbações sexuais;
5. Conhecer as principais estratégias de intervenção terapêutica de cariz médico e psicológico bem como os estudos relativos à sua eficácia.
Conteúdos
1. Perturbações sexuais: definição, sistemas de classificação, epidemiologia e comorbilidade;
2. Avaliação das disfunções sexuais;
3. Modelos etiológicos e conceptualização psicológica das perturbações sexuais
a. Modelos de intervenção psicológica;
4. Discussão de casos clínicos (diagnóstico, conceptualização e planeamento de intervenção);
5. Roleplay para treino de competências de avaliação e intervenção.
Metodologia
Metodologia Teórico-Prática.
Destinatários
Psicólogos, estudantes de Psicologia.
Preço
100 Euros (Profissionais)
80 Euros (Estudantes)
4 Entrevista Motivacional – “um catalisador da mudança”
Formador(es)
Nuno Oliveira (Psicólogo Clínico, Pós-Graduado em Psicologia Clínica – UTAD, Formador certificado pelo IEFP e pelo Conselho Cientifico Pedagógico de Formação Contínua de Braga; Investigador na FPCEUC - CINEICC)Horário
07 de Janeiro de 2012 - 10h – 13h e 14h – 18h
14 de Janeiro de 2012 - 10h – 13h e 14h – 18h
14 horas
Resumo
A Entrevista Motivacional é um método directivo e centrado na pessoa, empiricamente validado, que visa desenvolver a motivação intrínseca para a mudança através da exploração e resolução da ambivalência. Tendo sido, inicialmente, desenvolvida e aplicada junto de populações com comportamentos aditivos, o seu raio de aplicação passa, actualmente, por populações com diversas problemáticas: doença mental, diabetes, hipertensão, comportamentos delinquentes. Trata-se, portanto, de uma ferramenta útil para o trabalho de qualquer técnico que tenha no âmbito das suas funções e objectivos profissionais a mudança comportamental dos sujeitos alvo da sua intervenção.
Objectivos
• Definir e operacionalizar o processo de Entrevista Motivacional;
• Enumerar e operacionalizar as diferentes fases do processo de mudança;
• Enumerar e operacionalizar as diferentes componentes do processo de Entrevista motivacional;
• Saber os pressupostos chave do processo de Entrevista Motivacional;
• Conhecer os diferentes contextos de aplicação da Entrevista Motivacional e as suas especificidades (e.g. comportamento aditivo, comportamento delinquente, hábitos de vida nocivos);
• Aplicar em contexto de sala diferentes estratégias e técnicas de Entrevista Motivacional;
• Identificar resistências à mudança;
• Adequar estratégias e técnicas às formas de resistência identificadas;
• Desenvolver competências técnicas de análise motivacional;
• Adquirir competências de escuta activa selectiva, reestruturação positiva, confrontação empática e reflexão sintonizada.
Conteúdos
• Espírito, Princípios e Estratégias do processo de Entrevista Motivacional;
• O Modelo das Fases da Mudança;
• O Processo da Entrevista Motivacional;
• Componentes do processo de entrevista motivacional;
• Motivação e Processo de Tomada de Decisão;
• A Mudança Activa, a Manutenção e a Recaída;
• Resistências ao processo de Mudança: perspectiva interpessoal;
• Estratégias para lidar com as resistências à mudança;
• Conceito de empatia e competência empática;
• Suporte à auto-eficácia;
• Treino de competências em situações simuladas.
Metodologia
• Método Interrogativo;
• Método Expositivo;
• Método Demonstrativo;
• Método Activo: Role Play.
Destinatários
Psicólogos, Médicos, Enfermeiros, Técnicos de Serviço Social, alunos do 2º Ciclo de Psicologia, Medicina, Enfermagem e Serviço Social.
Preço
100 Euros (Profissionais)
80 Euros (Estudantes)
5 Perturbações do Espectro do Autismo - do Autismo Clássico ao Síndroma de Asperger
Formador(es)
Carla Marques (Psicóloga Clínica -Especialidade em Psicologia Clínica da carreira dos Técnicos Superiores de Saúde, Mestre em Psicologia Clínica Cognitivo-Comportamental e Sistémica, Psicóloga Clínica na Unidade de Desenvolvimento e Autismo do Centro de Desenvolvimento da Criança do Hospital Pediátrico de Coimbra)Ana Catarina Gaspar (Terapeuta da Fala, Mestre em Educação Especial - Ramo de Intervenção Educativa Precoce)
André Tavares (Técnico de Educação Especial e Reabilitação em Unidades de Multideficiência do Apoio ao Autismo, Pós-graduado em Intervenção Precoce)
Horário
20 de Janeiro de 2012 - 16h –20h
21 de Janeiro de 2012 - 9h – 13h e 14h – 18h
12 horas
Resumo
As Perturbações do Espectro do Autismo têm sofrido ao longo da última década uma visibilidade crescente que não traduz um aumento do número de casos, mas sim um diagnóstico mais precoce e preciso deste tipo de patologia do neurodesenvolvimento.
Com a inclusão destas crianças com necessidades educativas no sistema de ensino regular, torna-se cada vez mais necessária uma melhor compreensibilidade não só das características cognitivas e comportamentais desta perturbação, mas também da sua variabilidade (défices e competências especificas) que impõe desafios importantes tanto às famílias como à escola.
Objectivos
1. Criar um espaço de análise e compreensibilidade, acerca do conceito de perturbação do espectro do autismo e da sua variabilidade, bem como das implicações das suas características no processo educativo destas crianças;
2. Conhecer técnicas e instrumentos de avaliação a utilizar nas diversas componentes da avaliação, nomeadamente comunicativas, cognitivas e comportamentais;
3. Analisar estratégias e métodos de intervenção, na optimização das competências comunicativas, na intervenção educativa e modificação comportamental para este grupo específico.
Conteúdos
1. Perturbações do Espectro do Autismo - delimitação do conceito, caracterização, medidas educativas;
2. Técnicas e instrumentos de avaliação a utilizar pelos diversos profissionais envolvidos no processo (avaliação das competências comunicativas, das competências sociais e outras necessárias em cada caso em particular);
3. Análise funcional de possíveis alterações de comportamento e estratégias de controlo e modificação.
Metodologia
- Metodologias activas que promovam a participação dos formandos, valorizando a sua experiência e a aplicabilidade dos conhecimentos adquiridos;
- A componente teórica, com recurso a metodologias expositivas com suporte de meios audiovisuais, irá alternar com a componente prática, onde os formadores disponibilizarão materiais para análise e reflexão conjunta, bem como para a realização de trabalhos práticos.
Destinatários
Educadores de Infância, Professores, Psicólogos, Pedopsiquiatras, Técnicos de Saúde, Estudantes da área da Saúde e da Educação.
Preço
100 Euros (Profissionais)
80 Euros (Estudantes)
6 Modelo biopsicosocial da Vergonha e do Auto-Criticismo. A Terapia Focada na Auto-Compaixão
Formador(es)
Paula Castilho (Psicóloga Clínica, Mestre em Psicologia Clínica, Docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra)Horário
28 de Janeiro de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 18h
04 de Fevereiro de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 18h
14 horas
Resumo
Dados recentes mostraram que a Vergonha e o Auto-Criticismo constituem dificuldades transdiagnósticas. O auto-criticismo é uma estratégia de regulação emocional defensiva que se mostra significativamente associada com a vergonha, e ambos são factores de vulnerabilidade importantes para a psicopatologia. Por oposição, a auto-compaixão parece ser um marcador chave de resiliência e uma medida de saúde mental. Apesar das experiencias do self (auto-criticismo/auto-compaixão, vergonha) e dos sentimentos acerca do self serem itens centrais para muitas terapias psicológicas, poucas têm dedicado especial atenção a esses construtos, quer teórica, empírica ou clinicamente.
A presente formação pretende abordar aspectos nucleares relativos ao modelo biopsicossocial da Vergonha e Auto-Criticismo. Compreender e trabalhar a complexidade inerente à experiência de vergonha e auto-criticismo é central na Terapia Focada na Compaixão. A Terapia Focada na Compaixão é uma abordagem integrativa que deriva da Psicologia evolucionária, social, desenvolvimental e budista e das neurociências. Será abordado e desenvolvido o conceito de compaixão como representando uma abordagem multimodal de treino da mente. Nesse sentido será apresentada sinteticamente a Terapia focada na Compaixão com particular ênfase na prática clínica. A mensagem principal desta nova abordagem é ajudar as pessoas a desenvolverem um modelo de relação interna calorosa, protectora e de aceitação, através da compaixão e auto-compaixão.
Objectivos
1. Breve apresentação da abordagem evolucionária e da forma como é conceptualizada a psicopatologia;
2. O funcionamento da Mente: Sistemas de Regulação de Afecto (modelo tri-partido);
3. A Teoria das Mentalidades Sociais;
4. O Auto-criticismo e a Vergonha: foco na avaliação e formulação;
5. Distinção entre a Auto-correcção Compassiva e o Auto-criticismo focado na Vergonha;
6. Compaixão: conceito, componentes e relação com a vinculação;
7. Prática da Compaixão.
Conteúdos
1. Pressupostos da psicologia evolucionária e dados empíricos relativos à forma como a evolução desenhou a mente humana;
2. Modelo Biopsicossocial da Vergonha e Auto-criticismo e Teoria das Mentalidades sociais;
3. A Vergonha e o Auto-criticismo;
4. A Compaixão e a Terapia focada na Compaixão;
5. Discussão de casos clínicos.
Metodologia
Abordagem teórico-prática. Método expositivo. Análise e debate crítico de casos clínicos. Recurso à dramatização comportamental, assim como à utilização de outros métodos (handhouts) e trabalhos de grupo para aplicação e treino de determinadas competências.
Destinatários
Psicólogos, Psiquiatras, Internos de psiquiatria, Estudantes de Psicologia, Enfermeiros com especialidade em saúde mental.
Preço
100 Euros (Profissionais)
80 Euros (Estudantes)
7 “Crianças com Pilhas Duracell” e “na lua”: a realidade complexa da Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção”
Formador(es)
Andreia Azevedo (Psicóloga Clínica, Pós-graduada em Psicologia Clínica pela UTAD; Investigadora na FPCEUC no Projecto “Prevenção/intervenção precoces em distúrbios de comportamento: eficácia de programas parentais e escolares”. Líder de Grupos de Pais com Formação no Programa Incredible Years Básico para Pais)Cláudia Alfaiate (Psicóloga, Mestre em Psicologia do Desenvolvimento, Estudos de investigação na área da avaliação neuropsicológica de crianças com Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção)
Olavo Gonçalves (Médico Especialista de Pediatria pelo Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC) e Ordem dos Médicos com a sub-especialidade de Neuropediatria; Consultor de Neuropediatria no Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral de Coimbra de 1990 até à data; Neuropediatra no Centro de Desenvolvimento da Criança do HPC de 1988 a 2010; clínica privada em Coimbra desde 1988)
Horário
10 de Fevereiro de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 17h
11 de Fevereiro de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 17h
12 horas
Resumo
A Perturbação de Hiperactividade/Défice de Atenção (PH/DA) , amplamente estudada em idade escolar, é uma das formas de psicopatologia mais diagnosticada durante a infância. Estima-se que entre 3 a 7% das crianças em idade escolar preencham os critérios de diagnóstico para a PH/DA (American Psychiatry Association [APA], 2002) e que exista uma prevalência superior no sexo masculino (ratio de 3:1) (Schachar & Tannock, 2002).
A PH/DA caracteriza-se por elevados níveis de actividade física e comportamento impulsivo, e/ou falta de atenção (APA, 2002). Trata-se de uma perturbação neurocomportamental persistente (de curso crónico), com implicações no desenvolvimento psicológico (Taylor et al., 2004) e que pode ser severa, causando problemas significativos em diferentes contextos de funcionamento do sujeito, como a escola ou a família (Daley, 2006). As consequências adversas a curto e a longo prazo incluem rendimento escolar fraco, depressão, comportamento anti-social, exclusão social, delinquência e consumo de substâncias (Barkley, 2006; Swanson et al., 1998). A comorbilidade com outras perturbações é comum e diversa (Gillberg et al., 2004).
A etiologia exacta é ainda desconhecida, embora existam evidências crescentes que apontam os factores genéticos como as suas principais causas. Acrescem ainda factores neuropsicológicos, ambientais e familiares.
Uma avaliação rigorosa e compreensiva, que sirva de suporte a uma intervenção individualizada (em função das características específicas identificadas) e precoce pode minimizar o impacto negativo da PHDA, quer na própria criança, quer naqueles que com ela interagem diariamente (escola e família).
Objectivos
1.Explorar a realidade complexa da Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção em idade escolar, numa perspectiva holística que proporcione uma melhor compreensão, avaliação e intervenção;
2.Proporcionar informação teórica enquadradora da temática da acção, de acordo com as perspectivas mais actuais;
3.Capacitar os participantes para o desenvolvimento de formas de diagnóstico e intervenção a desenvolver com crianças, família, professores e outros intervenientes na vida de crianças com PHDA.
Conteúdos
1.Diagnóstico da PHDA (3h)
- Manifestações clínicas
- Diagnóstico
- Prevalência e interferência
- Etiologia explicativa
- Diagnóstico diferencial e comorbilidades
2. Avaliação compreensiva (3h)
- Avaliação Psicológica
. Entrevistas
. Questionários
. Instrumentos de avaliação psicológica
3.Intervenção (6h)
a. Farmacológica
b. Escolar (estratégias e medidas educativas)
c. Psicológica
i. Individual (Criança)
ii. Com pais
d. Análise compreensiva de dados (estudos de caso)
Metodologia
- Metodologia expositiva, com suporte de meios áudio-visuais;
- Discussão de casos práticos (diagnóstico/avaliação e intervenção);
- Debate/reflexão sobre a temática e esclarecimento de dúvidas.
Destinatários
Pais, Psicólogos, Médicos, Professores/Educadores, Estudantes, e outros profissionais das áreas da saúde e educação (inscrições limitadas: 30).
Preço
100 Euros (Profissionais)
80 Euros (Estudantes)
8 Novas abordagens à violência no casal
Formador(es)
Daniel Rijo (Psicólogo, Docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da UC, Doutorado em Psicologia Clínica)Horário
15 de Fevereiro de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 17h
6 horas
Resumo
A violência conjugal tem vindo a ganhar relevância na actualidade. Maior sensibilização dos cidadãos tem co-ocorrido com novas disposições legais que permitem criminalizar actos de violência nas relações íntimas e sensibilizar para a denúncia de casos bem como para maior esforço de actuações preventivas. Para os investigadores da área, a incidência do fenómeno - mesmo em relações de namoro - tem conduzido ao incremento dos estudos, identificando novas formas de violência nas relações amorosas.
No entanto, os modelos conceptuais que têm dominado a compreensão desta problemática não só são redutores, como têm as suas raízes na perspectiva feminista (redutora?) da violência conjugal. Este workshop pretende identificar mitos e ideias distorcidas acerca dos factores que geram e mantêm a violência nas relações de casal, bem como apresentar um novo modelo cognitivo-interpessoal de compreensão desta patologia relacional, baseado nos dados disponíveis da investigação e em novos desenvolvimentos do modelo cognitivo. Deste quadro conceptual resultam importantes implicações para as intervenções psicossociais com agressores e com vítimas. Serão apontadas as principais estratégias de intervenção com indivíduos envolvidos em relações violentas e simuladas sessões terapêuticas com agressores e com vítimas.
Objectivos
1. Corrigir mitos e ideias distorcidas acerca dos factores de génese e manutenção da violência conjugal;
2. Apresentar um modelo cognitivo-interpessoal integrador para a compreensão desta patologia relacional;
3. Familiarizar com as principais estratégias de intervenção com agressores e vítimas.
Conteúdos
• Natureza e formas de violência nas relações íntimas;
• Modelos e paradigmas dominantes na compreensão da violência conjugal;
• Mitos e ideias distorcidas sobre violência no casal – uma perspectiva critica do “politicamente correcto”;
• Um modelo cognitivo-interpessoal integrador;
• Estratégias de intervenção com agressores e vítimas – abordagem motivacional, estratégias cognitivas e de auto-regulação, estratégias interpessoais, auto-compaixão e aceitação do outro;
• Programas estruturados de intervenção em Portugal.
Metodologia
Metodologia Teórico-Prática.
Destinatários
Psicólogos, Técnicos de Serviço Social, Profissionais de Saúde, Juristas, Técnicos de Reinserção Social e estudantes de áreas afins.
Preço
65 Euros (Profissionais)
50 Euros (Estudantes)
9 Investigação em Psicologia: Análise de dados utilizando o SPSS e redacção de uma tese e de outros documentos científicos
Formador(es)
Marco Pereira (Psicólogo, Doutorado em Psicologia, Membro do Instituto de Psicologia Cognitiva e Desenvolvimento Vocacional e Social da UC)Mariana Moura Ramos (Psicóloga, Mestre e Doutoranda em Psicologia, Membro do Instituto de Psicologia Cognitiva e Desenvolvimento Vocacional e Social da UC)
Horário
18 de Fevereiro de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 17h
17 de Março de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 17h
21 de Abril de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 17h
28 de Abril de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 17h
19 de Maio de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 17h
25 de Maio de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 17h
26 de Maio de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 17h
02 de Junho de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 17h
48 horas (8 sessões de 6 horas)
Resumo
A realização de trabalhos de investigação é actualmente uma componente fundamental do processo de aprendizagem no ensino graduado e pós-graduado. Sendo a análise de dados, uma das tarefas centrais dos trabalhos de investigação, é frequentemente aquela que representa mais dificuldades aos investigadores pelo desconhecimento das diversas ferramentas estatísticas que estão ao seu dispor.
Por outro lado, a credibilidade dos resultados depende da correcta utilização dos testes estatísticos e do rigor utilizado nas análises realizadas. Torna-se, assim, fundamental optimizar o processo de análise de dados conhecendo de forma aprofundada o software utilizado e optimizando a sua utilização.
Para além disto, as teses académicas constituem um dos primeiros passos para a divulgação dos resultados de uma investigação. O seu público-alvo é, no entanto, mais limitado, pelo que se torna importante a opção por outros meios de divulgação científica. À escrita de uma tese, com frequência, sucede-se a escrita e publicação de artigos científicos. Com efeito, a publicação de trabalhos científicos constitui um dos principais meios de divulgação e partilha de conhecimento entre os investigadores ou os profissionais interessados em aprofundar os seus conhecimentos dentro em determinada área científica. Este aspecto vem na linha do mencionado na última edição do manual da American Psychological Association (APA, 2010), de que nenhuma investigação está completa até que os seus resultados sejam partilhados com a comunidade científica.
Neste sentido, o workshop pretende desenvolver nos formandos as competências de criação de base de dados, selecção dos testes estatísticos e interpretação dos resultados necessárias à realização de um trabalho de investigação rigoroso e credível, bem como desenvolver rigorosas competências de redacção de um artigo científico ou tese académica.
Objectivos
1. Desenvolver competências de análise de dados, nomeadamente:
a) Escolha dos testes estatísticos adequados ao problema em questão;
b) Compreensão dos pressupostos metodológicos de cada teste estatístico;
c) Cumprimento rigoroso dos pressupostos e procedimentos de cada teste estatístico.
Deste modo, os vários módulos do workshop estão espaçados de forma a permitir que entre as sessões os formandos efectuem os passos da investigação e exploração dos dados correspondentes ao módulo anterior e necessários para o módulo seguinte. A última sessão é dedicada à supervisão estatística das investigações.
No que diz respeito à redacção de artigo/tese, esta formação tem como objectivo apresentar os parâmetros essenciais na elaboração de diferentes tipos de documentos de divulgação científica (teses; artigos; comunicações orais ou em poster). Pretende-se diferenciar estes diferentes tipos de documentos e apresentar opções para a sua conversão em outros documentos de divulgação científica, em particular artigos científicos. Adicionalmente, apresentam-se indicações para a sua revisão, selecção das revistas para publicação e processo de submissão.
Conteúdos
- Noções fundamentais de Metodologia de Investigação;
- Introdução ao SPSS e construção de bases de dados;
- Estatísticas descritivas e análise exploratória de dados;
- Elaboração e interpretação de quadros e gráficos;
- Comparação de grupos: Estatísticas paramétricas e não paramétricas;
- Estudo da associação entre variáveis: análises de correlação e regressão linear simples e múltipla.
- Desenvolvimento de instrumentos de avaliação;
- Procedimentos de validação;
- Distinção entre análise factorial exploratória e confirmatória;
- Estudos de fiabilidade e validade.
- Autoria;
- Estrutura de uma tese académica;
- Estrutura de um artigo científico;
- Normas da American Psychological Association (APA);
- O processo de publicação.
1ª Sessão
Componente teórico-prática e exercícios práticos
Noções fundamentais de Metodologia de Investigação
Introdução ao SPSS e construção de bases de dados.
2ª Sessão
Componente teórico-prática e exercícios práticos
Estatísticas descritivas e análise exploratória de dados
Elaboração e interpretação de quadros e gráficos
Comparação de grupos: Estatísticas paramétricas e não paramétricas.
3ª e 4ª Sessões
Componente teórico-prática e exercícios práticos
Comparação de Grupos: Análises Univariadas e Multivariadas.
5ª Sessão
Componente teórico-prática e exercícios práticos
Estudo da associação entre variáveis: análises de correlação e regressão linear simples e múltipla.
6ª Sessão
Componente teórico-prática e exercícios práticos
Desenvolvimento e aplicação de instrumentos de avaliação.
O objectivo desta sessão consiste em apresentar um conjunto de procedimentos que permitam desenvolver e validar instrumentos de avaliação para a população Portuguesa. Especificamente, serão desenvolvidos tópicos relativos às diferentes etapas do processo de desenvolvimento (validação) de uma escala, entre as quais os procedimentos de tradução (e retroversão), constituição da bateria de avaliação e análise de dados através de métodos estatísticos (Análise factorial e estudos de fiabilidade e validade). Adicionalmente, será apresentado um instrumento de avaliação da qualidade de vida (WHOQOL-Bref), como exemplo ilustrativo do desenvolvimento e aplicação de um instrumento de avaliação.
7ª Sessão
A redacção de uma tese/artigo científico.
8ª Sessão
Sessão de acompanhamento de trabalhos e supervisão de análises estatísticas.
Metodologia
Método expositivo;
Realização de exercícios práticos utilizando o SPSS para aplicação de todos os conteúdos aprendidos.
Nota: É necessário trazer um portátil com SPSS instalado para a sessão.
NOTA:
Os formandos podem efectuar o pagamento na totalidade, quer por transferência bancária, quer por cheque à ordem do Psikontacto. Para além disso, podem efectuar o pagamento fraccionado, através do envio de 2 cheques pré-datados no acto da inscrição (um com data da inscrição e outro com data até dia 28 de Abril), pelo correio ou nas instalações do Psikontacto.
Destinatários
Investigadores, alunos de Mestrado, Mestrado Integrado ou Doutoramento, Profissionais de Ciências da Saúde ou Ciências Sociais.
Preço
400 Euros (Profissionais)
350 Euros (Estudantes)
10 Quando o Peter Pan deixa de voar – Abuso sexual de crianças e adolescentes
Formador(es)
Belmira Marques (Psicóloga Clínica, Pós-Graduada em Psicologia Clínica pela UTAD)Isabel Alberto (Docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra)
Horário
25 de Fevereiro de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 17h
03 de Março de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 17h
10 de Março de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 17h
18 horas
Resumo
O abuso sexual constitui uma das situações em que os profissionais, que com ele contactam, sentem maiores dificuldades em lidar. A importância de se desenvolver uma actuação multidisciplinar de cooperação é tanto maior quanto mais se sabe que o contexto do abuso sexual de crianças pode conduzir a uma crise na criança e no seu processo de desenvolvimento, nas famílias e nas redes profissionais.
O abuso sexual de crianças como um problema multidisciplinar genuíno e genérico, requer a estreita cooperação de uma ampla gama de diferentes profissionais com diferentes tarefas. Como um problema legal e terapêutico, requer por parte de todos os profissionais envolvidos, o conhecimento dos aspectos criminais e de protecção da criança, assim como dos aspectos psicológicos. O abuso sexual deve ser visto tanto como uma questão dos direitos da criança como quanto como um problema de saúde e de saúde mental (Furniss, 1993).
Objectivos
O presente curso pretende capacitar os diferentes profissionais no que se refere a:
- Conhecer o fenómeno de abuso sexual de crianças e adolescentes;
- Compreender os fenómenos de sinalização de vítimas e abusadores sexuais;
- Conhecer a importância e contributo das várias áreas de intervenção;
- Conceber diferentes modalidades de intervenção.
Conteúdos
1. Contextualização da problemática
2. O abuso sexual
a) Modelos explicativos
b) Definições
c) A extensão do problema
d) Mitos e realidades
3. As Vítimas – consequências do abuso sexual na infância
a) Quem são as vítimas?
b) Sinais e sintomas
c) Efeitos
4. Os abusadores sexuais
a) Quem são os abusadores sexuais?
b) A pedofilia
c) Abusadores sexuais menores de idade
5. Abuso sexual intra e extra-familiar
6. Enquadramento legal
7. A perspectiva médica
8. Da revelação ao processo de avaliação
a) A revelação
b) A sinalização
c) O processo de avaliação
9. O processo de intervenção
a) O papel das diferentes áreas de intervenção
b) Intervenção junto do abusador
c) Intervenção junto da vítima
d) Intervenção junto da família
Metodologia
Abordagem teórico-prática.
Destinatários
Psicólogos, Estudantes de Psicologia, outros profissionais de Saúde Mental.
Preço
150 Euros (Profissionais)
125 Euros (Estudantes)
11 “Não gosto profundamente de mim, e não sei quem sou”: Avaliação, Compreensão e Tratamento da Perturbação Borderline da Personalidade
Formador(es)
Paula Castilho (Psicóloga Clínica, Mestre em Psicologia Clínica, Docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra)Horário
24 de Março de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 18h
31 de Março de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 18h
14 horas
Resumo
Dados recentes mostraram que a Perturbação Borderline da Personalidade (PBP) representa uma proporção significativa da população psiquiátrica, e que dentro das perturbações da personalidade é das perturbações mais diagnosticadas (Widger & Frances, 1989; Linehan, 1993). É também considerada uma das perturbações mais complexas e difíceis de tratar. Os doentes com PBP apresentam determinados comportamentos – e.g. tentativas e ameaças de suicídio, auto-dano, raiva intensa e inapropriada, impulsividade – que são particularmente indutores de stress para os terapeutas e serviços de saúde mental. Na maioria das vezes as taxas de adesão e a resposta às modalidades de tratamento são fracas e ineficazes, em comparação com outras perturbações psiquiátricas. São doentes que, com frequência, abandonam precocemente a terapia (muitas vezes sem informar o terapeuta), ou quando permanecem no tratamento os resultados são imprevisíveis.
A presente formação pretende abordar aspectos nucleares relativos à avaliação diagnóstica e à compreensão e conceptualização desta perturbação. Serão debatidos aspectos gerais do tratamento, assim como determinadas especificidades e obstáculos à progressão da intervenção. Partindo de uma base cognitivo-comportamental, será apresentada a Terapia Dialéctico-Comportamental (DBT) considerada a mais adequada e eficaz no tratamento de doentes com PBP ou com padrões de comportamento impulsivos marcados e severos. Por último, e com base na premissa básica de que os sintomas e comportamentos borderline constituem uma resposta razoável à disfunção biológica e psicológica e aos acontecimentos externos, abordaremos aspectos relativos ao desenvolvimento de competências auto-compassivas (Treino da Mente Compassiva).
Objectivos
1. Caracterização clínica da Perturbação Borderline da Personalidade e dados relativos à epidemiologia;
2. Conhecimento da etiologia e dos modelos conceptuais para a PBP (ênfase no modelo cognitivo-comportamental);
3. A Teoria Biosocial da PBP e a Terapia Dialéctico-Comportamental (DBT);
4. Apresentação da DBT (objectivos, fases e competências a desenvolver; formulação de caso e estratégias terapêuticas);
5. Breve apresentação do Treino da Mente Compassiva (terapia focada na vergonha e auto-criticismo);
6. A relação terapêutica e características do terapeuta.
Conteúdos
1. Caracterização e avaliação diagnóstica (diagnóstico diferencial e comorbilidade);
2. Modelos de compreensão da PBP: Modelo Cognitivo-Comportamental e modelos de 3.ª geração (Terapia Dialéctivo-Comportamental);
3. A Terapia Dialéctivo-Comportamental;
4. Abordagem na vergonha e auto-criticismo;
5. Discussão de casos clínicos.
Metodologia
Abordagem teórico-prática. Método expositivo. Análise e debate crítico de casos clínicos. Recurso à dramatização comportamental e visionamento de vídeos ilustrativos, assim como à utilização de outros métodos (handhouts) e trabalhos de grupo para aplicação e treino de determinadas competências.
Destinatários
Psicólogos, Psiquiatras, Internos de psiquiatria, Estudantes de Psicologia, Enfermeiros com especialidade em saúde mental.
Preço
100 Euros (Profissionais)
80 Euros (Estudantes)
12 Pais suficientemente bons: trabalho com pais na intervenção com crianças com Problemas de Comportamento
Formador(es)
Andreia Azevedo (Psicóloga Clínica, Pós-graduada em Psicologia Clínica pela UTAD; Investigadora na FPCEUC no Projecto “Prevenção/intervenção precoces em distúrbios de comportamento: eficácia de programas parentais e escolares”. Líder de Grupos de Pais com Formação no Programa Incredible Years Básico para Pais)Tatiana Carvalho Homem (Psicóloga Clínica; Mestre em Psicologia Clínica Cognitivo-Comportamental, Investigadora na FPCEUC no Projecto “Prevenção/intervenção precoces em distúrbios de comportamento: eficácia de programas parentais e escolares”. Líder de Grupos de Pais com Formação no Programa Incredible Years Básico para Pais)
Horário
13 de Abril de 2012 - 17h30m – 19h30m
14 de Abril de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 17h
8 horas
Resumo
Nos últimos anos, temos assistido a um aumento crescente do interesse pela temática da Intervenção Parental. Este interesse prende-se com a necessidade de intervir nos diferentes contextos de funcionamento da criança, sendo os pais os seus agentes primários de socialização. Para além disso, a regra é: quanto mais novas forem as crianças, mais a intervenção se deve centrar na família; e quanto mais precoce for esta intervenção, maior o seu sucesso na prevenção de dificuldades futuras.
Objectivos
Aumentar conhecimentos sobre a parentalidade e os diferentes níveis de intervenção com pais. Conhecer as principais estratégias de intervenção parental baseadas em evidências para as perturbações externalizantes em idade pré-escolar e escolar. Desenvolver competências específicas de intervenção parental em grupo e de gestão comportamental.
Conteúdos
A. Primeira parte (4h):
1. Aprofundar conhecimentos sobre a parentalidade, estilos parentais e competências parentais necessárias ao desenvolvimento das crianças;
2. Conceptualização da intervenção com pais no âmbito do modelo cognitivo-comportamental: diferentes níveis de intervenção (da prevenção à psicoterapia);
3. Identificação e caracterização das principais estratégias de intervenção parental baseadas em evidências (estado da arte). Principais instrumentos de avaliação utilizados nesta área;
B. Segunda Parte (4h):
4. Principais desafios que se colocam aos técnicos na aplicação de um programa de intervenção parental em grupo. O que funciona e para quem? Exemplo de um programa de intervenção parental em grupo;
5. Discussão e análise de situações práticas (visionamento de vídeos, rôle-play, trabalho em pequenos grupos).
Metodologia
Método expositivo, discussões de grupo, rôle-play de simulação de sessões.
Destinatários
Psicólogos, Pedopsiquiatras, Técnicos de Serviço Social, Educadores de Infância, Professores do 1ºCiclo, Pais e estudantes dos últimos anos de Psicologia.
Preço
70 Euros (Profissionais)
55 Euros (Estudantes)
13 Noções básicas de Psicofarmacologia
Formador(es)
Manuel João Quartilho (Psiquiatra, Docente da Faculdade de Medicina da UC, Assistente Hospitalar Graduado dos HUC)Horário
18 de Abril de 2012 - 16h – 20h
4 horas
Resumo
Cada vez mais se torna necessária uma intervenção conjunta de profissionais da área da saúde mental, nomeadamente Psicólogos e Psiquiatras. Por isso mesmo, é também cada vez mais pertinente que os profissionais da Psicologia detenham informação sobre os principais Psicofármacos, suas aplicações, efeitos terapêuticos e efeitos secundários.
Objectivos
“Noções Básicas de Psicofarmacologia” incluirá referências aos principais grupos de Psicofármacos e respectivas aplicações clínicas. Serão detalhados alguns aspectos considerados relevantes sobre Antipsicóticos, Antidepressivos, estabilizadores do humor e Ansiolíticos. Para além dos perfis farmacocinético e farmacodinâmico dos diversos fármacos, serão sublinhados os elementos mais relacionados com o contexto clínico, abrangendo indicações, efeitos colaterais e uso racional.
Conteúdos
1-Ansiolíticos;
2-Antidepressivos;
3 -Antipsicóticos.
Metodologia
Método expositivo e discussão com os participantes.
Destinatários
Psicólogos, Estudantes dos últimos anos de Psicologia ou Medicina.
Preço
40 Euros (Profissionais)
30 Euros (Estudantes)
14 Intervenção psicológica no bullying em contexto escolar
Formador(es)
Carlos Carona (Psicólogo Clínico na Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra. Investigador no Instituto de Psicologia Cognitiva, Desenvolvimento Vocacional e Social da Universidade de Coimbra, e no Instituto Científico de Formação e Investigação da Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral. Doutorando em Psicologia Clínica na Universidade de Coimbra)Horário
17 de Maio de 2012 - 17h– 20h
18 de Maio de 2012 - 17h– 20h
6 horas
Resumo
Ao longo dos últimos anos, a problemática do bullying em contexto escolar tem ganho uma atenção crescente por parte da comunicação social e da investigação científica, traduzida numa maior preocupação dos profissionais das áreas da educação e da psicologia, sobre o diagnóstico, compreensão e intervenção no bullying.
Assim, a actualização científica sobre o fenómeno do bullying em contexto escolar deve ser uma vertente privilegiada na formação e desenvolvimento profissional dos psicólogos, profissionais de saúde e de educação, que exercem a sua actividade junto de crianças e adolescentes.
Com recurso a exposições didácticas e a exercícios práticos de reflexão e treino de competências, esta formação pretende desenvolver nos profissionais, competências teóricas, técnicas e interpessoais, que lhes permitam uma abordagem crítica e fundamentada aos comportamentos de bullying no âmbito do exercício das suas actividades profissionais.
Objectivos
Objectivo geral
Adquirir e/ou desenvolver competências teóricas, técnicas e interpessoais, para a compreensão e intervenção sobre os comportamentos de bullying em contexto escolar.
Objectivos específicos
No final da formação, cada participante deverá ser capaz de:
• ... diagnosticar correctamente uma situação de bullying, distinguindo-a de outras manifestações de agressividade e/ou psicopatológicas de crianças/adolescentes;
• … reconhecer o impacto do bullying prolongado nas crianças/adolescentes, referindo alguns transtornos psicopatológicos associados;
• … valorizar as considerações desenvolvimentais na abordagem ao bullying, reconhecendo as especificidades associadas ao género e grupo etário;
• … descrever, com recurso a exemplos concretos, algumas estratégias de intervenção psicológica/pedagógica, integradas num protocolo de intervenção específico.
• … reflectir criticamente sobre as dificuldades práticas na implementação de um plano anti-bullying em contexto escolar.
Conteúdos
1. Contextualização desenvolvimental do Bullying
– Perspectiva histórica e delimitação conceptual
– Epidemiologia, evolução, diagnóstico e dinâmicas grupais
– Impacto do Bullying nas crianças/adolescentes
2. Modelos téoricos do Bullying
– Modelos teóricos do Bullying
– Modelo ecológico e seus desenvolvimentos
– Modelos psicológicos e integrativos mais recentes
3. Estratégias de Prevenção/Intervenção no Bullying
– Intervenção imediata
– Método da responsabilidade partilhada
– Psicoterapia com agressores e vítimas
– Estratégias derivadas do modelo ecológico
Metodologia
Abordagem teórico-prática.
Destinatários
Psicólogos, Psiquiatras, Internos de psiquiatria, Estudantes de Psicologia, outros profissionais de saúde mental, Professores, outros profissionais da área da Educação.
Preço
65 Euros (Profissionais)
50 Euros (Estudantes)
15 A criatividade e a arte na intervenção clínica
Formador(es)
Sofia Arriaga (Psicóloga Clínica, Doutorada em Psicologia Clínica e Docente/Formadora na área da Arte-terapia)Horário
16 de Junho de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 17h
23 de Junho de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 17h
30 de Junho de 2012 - 9h30m – 13h e 14h30m – 17h
18 horas
Resumo
A criatividade tem sido definida como sendo a capacidade de introduzir algo novo. Tratar a terapia como uma arte criativa tem tanto mérito como vê-la enquanto uma ciência aplicada. Se a ciência é o cérebro da terapia, a criatividade é o seu coração.
A criatividade é a essência do que torna cada um de nós tão único e poderoso. O terapeuta tem que ser criativo, na medida em que muito do que faz é espontâneo e improvisado, reagindo e respondendo no momento em que algo acontece.
Objectivos
1. Compreender a importância do pensamento criativo na psicologia clínica;
2. Ensinar algumas ferramentas terapêuticas que permitem o emprego da expressão artística em diversos contextos e práticas profissionais, aumentando assim as competências do psicólogo;
3. Dar a conhecer o universo das Arte-terapias e o uso de artes várias como mediadores artísticos.
Conteúdos
1- A arte na intervenção clínica;
2- A arte-terapia e as terapias expressivas;
3- O uso da arte em algumas problemáticas;
4- Biblioterapia;
5- Escrita terapêutica;
6- Cinemoterapia;
7- Fototerapia;
8- Dançaterapia;
9- Caixas terapêuticas;
10- Terapia da Aventura;
11- Arte-terapia centrada nas soluções;
12- O brincar na terapia familiar;
13- Técnicas e exercícios criativos.
Metodologia
Metodologia expositiva e activa (centrando-se em dinâmicas de grupo).
Destinatários
Psicólogos, estudantes de Psicologia, Educadores e Psico-educadores.
Preço
150 Euros (Profissionais)
125 Euros (Estudantes)