Ao contrário do que se pensou durante muito tempo, crianças, adolescentes e adultos têm especificidades bastante diferentes pelo que um serviço de consulta psicológica e psicoterapia que se pretenda eficaz deverá ter em conta tais especificidades. Assim, consoante as características de cada criança/adolescente e de cada família, a terapia pode assumir várias formas, desde mais experiencial a mais verbal, tendo sempre como objectivo promover mudanças duradouras relativamente à forma como a criança/adolescente pensa, sente e se comporta, ao mesmo tempo que visa ajudar os adultos significativos a lidar com aspectos mais gerais ou mais específicos das questões apresentadas em consulta.

O conceito de intervenção terapêutica do Psikontacto baseia-se na consideração de que as “crianças não existem sozinhas”. Factores de temperamento ou características pessoais interligam-se com aspectos familiares, escolares, sociais e culturais, pelo que é indispensável considerar todos estes factores na avaliação e compreensão das dificuldades das crianças/adolescentes e planear uma abordagem multivariada, que os considere como um Todo em relação com pessoas e contextos significativos. Só uma interacção concertada entre os diversos intervenientes significativos na vida de crianças e adolescentes poderão ser a melhor forma de obter resultados positivos.

Como, a maioria das vezes, são os pais ou outras pessoas próximas que tomam a decisão de pedir uma consulta, é importante ter uma noção das razões que poderão estar na base de um pedido desta natureza. Para este efeito, convidamo-lo(a) a consultar o artigo “Devo levar o meu filho a um psicólogo?”, publicado na revista Pais e Filhos, de Fevereiro de 2006, que poderá encontrar neste site, sob a rúbrica “Artigos publicados na imprensa da actualidade”.